E quando você não aceita ter realmente alguém...
- Camila Andrade
- 27 de mar. de 2021
- 3 min de leitura
Mecanismos de defesa, como que eles atuam em nosso ser?
Imagine-se passando por uma rua escura e deserta, pense em todas as sensações físicas e os pensamentos que caem sobre você como uma grande chuva.
Suas pupilas dilatadas por estar se preparando para atacar/estagnar/fugir, sua vida pode estar em perigo, e nada mais sensato se preparar para qualquer situação que possa vir a ocorrer.
Filmes detalhados passam em frações de segundos enquanto caminha, possibilidades de resolução de um provável problema, enquanto isso você acelera o passo, olha para todos os lados e se assusta até com a própria sombra.
Quem nunca passou por algo parecido não é mesmo?
Somos coordenados a averiguar nossa vida através das experiências que nos fizeram adaptar em relação a sobrevivência (mesmo que indiretamente), trazendo emoções e sendo arquivadas no nosso cérebro para eventuais consultas.
E aí o tempo passa, você esquece o que aconteceu, porém o comportamento mecânico fica, e se entrelaça ao seu dia a dia, a sua rotina e correria.
De repente você se vê como alguém sem muitas relações, atarefado em trabalhos, multitarefas e resoluções de problemas alheios.
Porém com um senso de querer ter mais intimidade, ter um relacionamento para chamar de seu, ter um vínculo maior com pessoas queridas, e uma convivência saudável com quem está em casa.
Perdidamente sem saber o que fazer ou como fazer.

A autoestima está completamente ligada a esses processos, além do autoconhecimento é claro.
Quando falamos de autoestima (essa que possui várias faces e pilares importantes que devem ser desenvolvidos, mas isso é assunto para outro post), devemos analisar como nos enxergamos como pessoas e como nossas relações exatamente são.
Assim teremos como ajustar o porquê temos o comportamento de “afastar” ”fugir/evitar” ou “paralisar” quando na verdade queremos estar perto, trocar afeto, e passar horas com alguém que nos faz bem.
Esses modelos de defesa são o que conhecemos como crenças.
Uma crença é uma interpretação ou um pensamento de convicção que você aceita como verdade absoluta sobre alguma coisa, mesmo que não seja.
E ter uma “programação“ desse tipo, limita você a ter uma percepção saudável do que realmente está acontecendo em sua vida (isso vendo em modo aleatório)
Existem duas formas básicas delas surgirem:
Impacto emocional: Acontece no momento em que passamos por alguma experiência de grande impacto emocional negativo ou até mesmo traumatizante.
É muito comum isso acontecer durante a infância, afinal, um trauma fica muito mais marcado em nosso subconsciente quando ainda somos crianças, pois nessa fase ainda não temos uma maturidade emocional bem desenvolvida.
Repetição: Nesse caso, é quando vemos, ouvimos ou sentimos algo que mexe com nossas emoções de forma negativa, e isso se repete de forma igual ou similar por diversas vezes durante a nossa vida. É uma espécie de condicionamento mental.
Cada novo evento negativo que acontece vai reforçando mais e mais aquela emoção negativa já existente no subconsciente.
Então você se pergunta o que fazer para reverter essa situação:
O primeiro passo você já deu, que foi tentar entender como que você está fazendo coisas que não são necessariamente as que você queria fazer, e quais fatores impulsionam você a agir assim.
Tudo se ocorre por um motivo, e nem sempre eles são óbvios.
Agora tenha em mente que o desenvolvimento de seu autoconhecimento e autoestima girarão a chavinha dos processamentos mais complexos, aonde você poderá desenvolver suas habilidades e competências administrando melhor seus comportamentos para uma qualidade de vida e relações.
E só avisando: É um caminho sem volta.
Beijos e abraços da sua Psi
Camila Andrade




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